Homilia sobre a Eucaristia
Evangelho segundo São João, cap. 6, versículos 51-59
Depois de ter alimentado a multidão com 5 pães e 2 peixes, Jesus dizia: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; o pão que eu darei é a minha carne, dada para que o mundo tenha a vida.” Com isso, os judeus começaram a discutir entre si. Jesus lhes disse: “Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. E assim como o Pai, que é vivo, me enviou e eu vivo por causa do Pai, também aquele que me come viverá por causa de mim.” Tal é o pão que desceu do céu: é bem diferente daquele que vossos pais comeram; vossos pais morreram, mas quem comer deste pão viverá eternamente.
Padre Émilien Tardif
Homilia do Padre Émilien Tardif
Esta noite quisemos celebrar a Eucaristia com a liturgia do Santíssimo Sacramento para nos lembrarmos todos juntos da importância da Eucaristia.
É pela Eucaristia que a Igreja vai se renovar. Porque a Eucaristia é Jesus de Nazaré ressuscitado, vivo e verdadeiro, não é outra coisa. Não é uma presença simbólica de Jesus que aclamamos na hóstia santa. Esta tarde é uma presença real. Santo Agostinho dizia um dia: Deus é todo-poderoso e poderia criar mil mundos ainda maiores, ainda mais belos que o mundo atual. E apesar de toda a sua força e de toda a sua majestade, Deus não pode fazer nada maior do que a Eucaristia, porque a Eucaristia é Jesus ressuscitado. E depois da consagração, na missa, o padre diz: Eis o mistério de nossa fé.
É um grande mistério do Amor de Deus
É um grande mistério do Amor de Deus, que quis permanecer no meio de nós como pão vivo descido do céu. E quando Jesus preparava seus apóstolos para essa grande manifestação do Amor de Deus, no primeiro ano de sua vida pública, alguns dias antes da Páscoa dos judeus, Jesus fez seu primeiro milagre transformando a água em vinho em Caná da Galileia. E Jesus diz em seu Evangelho: “E Jesus manifestou sua Glória, e seus discípulos creram nele.” Ele manifestou sua Glória transformando a água em vinho e fez crescer a fé de seus discípulos. Ao mesmo tempo, ainda alguns dias antes da Páscoa dos judeus, Jesus fez o grande milagre da multiplicação dos pães. Com 5 pães e 2 peixes, deu de comer a mais de 5 000 pessoas, e todos comeram até se saciarem.
E em seguida Jesus enviou seus Apóstolos para recolherem os pedaços de pão que sobravam; e os Apóstolos partiram com seus cestos, e os doze encheram seus cestos com os pedaços de pão que restavam. Um dos pregadores que esteve aqui, o Padre Ravary, dizia um dia às crianças que, na multiplicação dos pães, como haviam sobrado 12 cestos de pão, a Virgem Maria deve ter comido pudim de pão durante dois meses. Eu não acredito nisso, porque é uma história de Jean Ravary. Ele diz que a Virgem Maria disse a Jesus: quando fizeres um grande milagre, toma tuas providências. E ele não pode tomar providências porque é infinito; não é limitado como nós. Então, quando transformou a água em vinho, mandou encher seis urnas de água, cada uma com capacidade de 100 litros de água, e transformou a água em vinho. Eram 600 litros de bom vinho para encerrar uma festa de casamento.
E havia os que tinham a impressão de que Jesus, como era seu primeiro milagre, cometera um erro. Não é isso, pois ele é infinito e, quando Jesus faz algo, faz em abundância. Quando fez a multiplicação dos pães, sobraram 12 cestos de pão. E ali Jesus preparava o coração de seus discípulos para ajudá-los a acolher o maior de seus milagres. E ao longo do ano, numa pregação, disse-lhes: “Eu vos darei minha carne para comer e meu sangue para beber.” E isso foi a grande prova para a fé de seus discípulos. Havia os que tinham crido em Jesus até aquele dia. E a partir daquele dia, um grupo inteiro se afastou de Jesus. Achavam aquilo forte demais. Quando Jesus lhes disse: “Eu vos darei meu corpo para comer e meu sangue para beber”, houve os que foram embora.
Padre Émilien Tardif e a adoração
Ele é o Salvador
E então Jesus perguntou aos Apóstolos: “Vós também ireis me abandonar?” E foi aí que Pedro teve essa resposta: “A quem iríamos, Senhor? Tu tens as Palavras da vida eterna; se te abandonamos, Jesus, onde vamos procurar nossa salvação?” Nas ciências ocultas, nas seitas orientais, na Nova Era! Onde vamos procurar nossa salvação?... E em nome de Jesus todo joelho se dobra no céu, na terra e nos infernos. E toda alma proclama: Jesus Cristo é o Senhor, para a Glória de Deus Pai. Nós também devemos proclamá-lo. E Jesus está presente na Eucaristia. Ele é o Senhor de sua Igreja. Ele é o Salvador.
E ele disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida; ninguém vai ao Pai senão por mim.” Não há outro caminho. Não há no céu outro nome pelo qual devamos ser salvos. Então Pedro fez essa profissão de fé: A quem iríamos, Senhor, tu tens as Palavras da vida eterna. E no terceiro ano de sua vida pública, ainda na mesma data, três dias antes da Páscoa dos judeus, na Quinta-feira Santa, na última Ceia, Jesus tomou o pão e o vinho. Ele preparara esse grande milagre preparando o coração de seus discípulos com a água transformada em vinho e com a multiplicação dos pães.
Então tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e o deu a seus discípulos, dizendo: “Tomai e comei todos dele; isto é o meu corpo.” Tomou o cálice de vinho, abençoou-o e disse: “Tomai e bebei todos dele; este é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e pela multidão para a remissão dos pecados.”
Foi aí que Jesus fez seu maior milagre, transformando o pão e o vinho em seu corpo e em seu sangue. E disse a seus Apóstolos: “Fazei isto em memória de mim.” Ele dava a seus Apóstolos esse poder extraordinário de transformar o pão e o vinho em seu corpo e em seu sangue. E é isso que celebramos esta noite. É em memória de Jesus, que morreu, que ressuscitou e nos deu seu Espírito, que podemos celebrar esta noite esta Eucaristia. E a Eucaristia é verdadeiramente um sacramento de cura. É um sacramento extraordinário, que é a grande manifestação do Amor de Deus. E cremos na presença real de Jesus na Eucaristia porque cremos na Palavra de Jesus, porque sabemos que Jesus é a Verdade e a Vida. Ele não pode se enganar.
Capela de adoração de Miami
Em torno da Eucaristia
E para ajudar nossa falta de fé ao longo dos séculos, Jesus multiplicou os sinais e os prodígios para nos ajudar a crer na realidade da Eucaristia. Ele multiplicou pães em toda parte do mundo. Vemos na história da Igreja manifestações prestigiosas em torno da Eucaristia. E neste ministério de curas vemos que é sobretudo com a presença da Eucaristia que temos grandes bênçãos. É Jesus que está presente na Eucaristia, e é ele que abençoa os doentes. É claro que ele concede esse carisma de cura pela força de seu Espírito. E, pessoalmente, vi mais curas na celebração da Eucaristia com o Santíssimo Sacramento exposto no altar durante a procissão com o Santíssimo Sacramento do que em todos os outros encontros.
O Senhor quer nos ajudar a crer que ele está realmente aí, presente na Eucaristia. Quando lemos a história de Lourdes, do santuário mariano de Lourdes, vemos que as mais belas curas em Lourdes ao longo de todos esses anos, desde a aparição da Virgem Imaculada, aconteceram sobretudo durante a procissão com o Santíssimo Sacramento. E hoje, durante a procissão com o Santíssimo Sacramento, sabemos que há pessoas que receberam sua cura durante a passagem de Jesus presente na Eucaristia. Ele passava pelos caminhos da Galileia, abençoava os doentes e curava muitos doentes; e continua a passar fazendo o bem.
E Jesus não cura somente para nos devolver a saúde física; em muitos casos, essa cura vai muito mais longe. Há pessoas que recebem uma cura física, e essa cura física as interpela e as chama a viver uma vida de fé mais profunda, uma vida de oração. Há conversões que começam com uma cura física. Há conversões que começam com uma cura interior. O Senhor é o Senhor de seu Espírito e age com a força de seu Amor. E quando toca os corpos, toca também os corações.
Lembro que no ano passado, em Miami, tínhamos um Congresso mariano em que eu pregava com Slavko, um Padre de Medjugorje. No anfiteatro tínhamos 5 000 pessoas reunidas para um Congresso mariano de 3 dias, em que começamos as mensagens da Virgem de Medjugorje, a Rainha da Paz, e comentamos a importância da oração e do jejum para a paz no mundo.
Carlos voltou a andar.
E eis que durante esse Congresso tivemos também Eucaristias pelos doentes, como vamos ter esta noite. Havia, entre os muitos doentes que nos acompanhavam, um homem que se chamava Carlos, que tinha um tumor canceroso no cérebro. E esse tumor muito avançado lhe causara paralisia. Ele não podia mais andar sozinho. Causara-lhe a cegueira; tinha perdido a visão. E havia algumas semanas que se tornara surdo. Esse tumor o afetava penosamente. E sua esposa o levara à missa dos doentes numa cadeira de rodas.
E Carlos não via, não ouvia mais e não andava sozinho. E durante a celebração da Eucaristia pelos doentes, o Senhor manifestou sua Glória de maneira extraordinária. Carlos começou a ver de novo. Ele ficou muito contente. Dizia: estou começando a ver de novo. Durante a vigília, na mesma noite, começou a ouvir. Então foi alegria na casa. E ao longo da semana, Carlos voltou a andar.
E o Senhor curou completamente esse tumor canceroso ao longo do mês seguinte. Foi em abril. E Carlos começou a dar seu testemunho, mas seu testemunho era muito forte, porque não somente contava sua cura física; contava-nos em seu testemunho que, antes de ficar doente, não era batizado. Era um homem que não tivera uma família cristã para orientá-lo, não recebera o batismo. E depois de sua cura, sua primeira preocupação, com o desejo também de sua esposa, foi se preparar para receber o sacramento do batismo.
Tiveram bela festa do grupo carismático, do grupo de oração, e Carlos recebeu o sacramento do batismo. Depois recebeu o sacramento da confirmação. E se preparou com sua esposa para receber o sacramento do matrimônio, pois se casaram somente no civil. E Carlos se preparou para fazer sua primeira comunhão. Foi alegria na casa. Então recebeu o batismo, a confirmação, o sacramento do matrimônio. Seu casamento foi abençoado, e ele fez sua primeira comunhão. E testemunhava em muitos grupos de oração.
A Eucaristia e o padre Émilien Tardif
Um dia, ao longo do ano, ele foi à República Dominicana, a La Romana, onde havia um retiro, e convidamos Carlos para dar seu testemunho. Ele estava lá com sua esposa, explicou-se e deu um testemunho muito belo e muito completo: uma cura de um tumor canceroso, que lhe permitira recuperar a visão; podia ouvir de novo, podia andar de novo, e isso o conduziu a receber o batismo, a Eucaristia e o matrimônio cristão. E foi em fevereiro passado.
https://youtu.be/nn4b_XAVeaI
Congresso carismático
E este ano fui pregar no congresso carismático de Miami, no mês de maio, e para minha grande surpresa soube que Carlos acabava de morrer. Teve uma pequena doença, aparentemente não muito complicada. Teve um mal-estar no estômago, entrou na clínica no mês de maio e tomou um medicamento que era forte demais para ele. E ao cabo de alguns dias, Carlos morria na paz do Senhor depois de ter recebido a Eucaristia. E isso nos interpelou a todos. Perguntávamo-nos como se faz que o Senhor o curou e vem buscá-lo tão depressa. E sua esposa estava lá no congresso carismático com suas duas filhinhas e seu filhinho, que nasceu alguns dias antes da morte de Carlos.
E então pedimos à esposa se ela queria nos dar seu testemunho. Ela deu um testemunho muito belo. Estava vestida de preto, de luto; dizia-nos que agradecia ao Senhor por ter curado Carlos de um tumor canceroso, porque essa cura lhe permitiu encontrar Jesus, receber o batismo, fazer sua primeira comunhão, e pudemos receber o sacramento do matrimônio. E eu agradeço ao Senhor por ter curado Carlos para prepará-lo a receber todos esses sacramentos em sua vida.
E ela nos dizia em seu testemunho: sei muito bem que Jesus também curara Lázaro. Ele o ressuscitara do túmulo; depois Lázaro morreu, e os doentes que Jesus curou durante sua vida pública também morreram. O único que ressuscitou para não morrer é Jesus. Ele tem nas mãos as chaves da morte, diz-nos o Apocalipse. Ele é o primogênito dentre os mortos e nos promete que todos nós também ressuscitaremos no último dia.
E quando nos fala da ressurreição, diz-nos: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. A Eucaristia é um sacramento que nos dá uma segurança de vida eterna. Há alguns entre vós que têm um seguro de vida que a família receberá no dia de vossa morte; mas a Eucaristia é um seguro para a vida eterna, muito maior do que um seguro de vida.
“E quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia.” Então é um sacramento de cura em que o Senhor manifesta sua Glória, sua Força, muito frequentemente durante a Eucaristia. E é também um sacramento que nos prepara para receber nossa herança da vida eterna. Quando olho a cura de Carlos, a quem bem conheci, isso nos interpela muito. Às vezes há os que pedem uma cura física ou uma cura interior, mas que se preocupam com a cura espiritual, que é a grande cura. Se curamos fisicamente, isso pode dar 10 anos. Minha cura, a minha, já faz 19 anos, e agradeço por isso ao Senhor, pois sabemos bem que uma cura não é eterna, é uma cura física.
Uma cura espiritual.
Mas se recebemos uma cura espiritual, isso é para a vida eterna. Por isso, esta noite vos convido a não esperardes somente vossa cura física. Mas há um diácono, Filipe, que vai orar depois da comunhão pela cura interior. É muito importante a cura das feridas emocionais do coração, que estão na raiz de nossas tristezas, de nossa agressividade, de nossos medos, de nossos receios. E é uma cura importante, a cura interior, e o Senhor também quer curar-vos fisicamente. Mas pedi sobretudo a cura espiritual. Que este retiro seja para vós um encontro pessoal com Jesus, como fizeram os discípulos de Emaús: um encontro de olhos abertos e coração palpitante, quando Jesus, depois de ter caminhado com eles, entrou em sua pequena casa em Emaús e se sentou à mesa com eles.
E dizemos no Evangelho que ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e o deu a eles, e seus olhos se abriram e eles o reconheceram. Foi a segunda eucaristia na história do mundo. A primeira aconteceu na Quinta-feira Santa, na última Ceia; e a segunda, Jesus a celebrou com os discípulos de Emaús na Quinta-feira Santa. Ele fez a mesma coisa que fizera na última Ceia. E já a Eucaristia era sacramento de cura.
Eles, que estavam profundamente feridos em seu coração, estavam tão feridos que aquela ferida causada pela morte de Jesus os cegava a tal ponto que o Evangelho nos diz que o próprio Jesus apareceu no meio deles, e seus olhos eram incapazes de reconhecê-lo. Estavam cegos porque feridos pela morte de Jesus. Mas Jesus celebrou com eles a Eucaristia, e justamente no momento em que tomou o pão, o abençoou, o partiu e o deu a eles, seus olhos se abriram justamente no momento da comunhão.
E Jesus desapareceu diante deles. Não precisava mais ficar ali de uma maneira visível. Estava presente no pão consagrado, e é esse mesmo Jesus que permanece presente para nós no pão consagrado. E vamos pedir-lhe esta noite sobretudo profundas curas interiores, a cura da alma que Jesus nos dá, um sincero arrependimento de todas as faltas de nossa vida, e que nos dê seu perdão. E depois, é claro, pediremos também que manifeste sua Glória curando outros doentes em seu corpo, curando os corações feridos. Ele veio curar os corações feridos, veio tratar de nossas feridas, e é isso que Jesus faz no meio de nós. Veio dar-nos a vida, e a vida em abundância.
Ele nos dá sua vida na Eucaristia
E ele nos dá sua vida na Eucaristia. E quantos outros sinais vimos ao longo da história da Igreja para nos ajudar a crer na realidade da Eucaristia. Como foi belo esta manhã ver a manifestação de fé! Eu agradeço ao Senhor por ver que conservais uma fé viva na presença real de Jesus na Eucaristia. E antes de comungar, vós direis: Senhor, eu não sou digno de te receber, mas dize somente uma Palavra e serei curado. Se crerdes verdadeiramente nessa Palavra que direis antes da comunhão, nossa celebração vai se transformar numa celebração cheia de prodígios, porque o Senhor cumpre sua Palavra: “Dize somente uma Palavra, e serei curado.” Eu quero ser curado em minha alma, em meu coração e em meu corpo, e Jesus quer dar a vida em abundância.
Vamos continuar nossa celebração orando uns pelos outros para que todos, esta noite, recebamos essa cura espiritual de que tanto precisamos; para que todos possam receber a cura interior de que precisam para transformar sua vida, e que o Senhor cure muitos doentes. E àqueles que não se curarem esta noite, porque em seu plano de amor ele tem algo de diferente para eles, pediremos a Jesus que lhes dê a força para que jamais se desencorajem e saibam oferecer seus sofrimentos, unindo-os aos sofrimentos de Jesus na cruz, para dar-lhes um valor de redenção.
Bendito sejas, Jesus presente no Santíssimo Sacramento, e obrigado por nos teres dado este grande sacramento de teu Amor!
Seus escritos
Jesus fez de mim uma testemunha
APRESENTAÇÃO
Não podemos ficar calados diante do que vimos e ouvimos. É justo, digno e necessário elevar a voz e proclamar ao mundo inteiro algumas das maravilhas que o Senhor fez.
Estas páginas são o louvor e a ação de graças de todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, receberam a graça de Deus ao longo deste ministério de Evangelização, que foi acompanhado de sinais, de milagres e de curas.
Isto não é um livro, mas um testemunho. O Evangelho, antes de ser escrito, foi proclamado e vivido. Por trás destas páginas está a proclamação de quem evangeliza, que bate como um coração; podemos quase perceber sua voz, mas sobretudo podemos encontrar aquele que é o próprio Evangelho: Jesus Cristo, que é o mesmo ontem, hoje e sempre. É ele que está no centro destas páginas. O padre Émilien é apenas o pequeno jumentinho do Domingo de Ramos; teve a sorte de carregar Jesus pelos cinco continentes. Como o pequeno jumentinho de Betfagé, recebeu as capas de flores do Taiti ou a prisão e as perseguições congolesas. O que importa não é o vaso de barro, mas o tesouro que ele encerra, isto é: Jesus Cristo.
de curas mas de evangelização. É um grito que se eleva, enchendo de esperança aqueles que ousam crer que esse mesmo Jesus, que morreu na Cruz, ressuscitou e está vivo, e portanto, que tudo é possível. Que surpresa há em que nosso Deus faça maravilhas, já que é um Deus maravilhoso?
Em suma, o que estas páginas menos precisam é de uma introdução ou apresentação.
José H. Prado Flores, Cidade do México, 24 de junho de 1983, Festa de São João Batista
Jesus é o Messias
O Padre Emiliano Tardif foi missionário do Sagrado Coração na República Dominicana. Atingido por tuberculose pulmonar, foi curado pelo Senhor em 1973; desde então não cessa de percorrer o mundo para anunciar que Jesus está vivo e que é o Messias. Seu primeiro livro, Jesus fez de mim uma testemunha, foi traduzido em 14 línguas e difundido em mais de meio milhão de exemplares. Evangelizou em 72 países e morreu em 8 de junho de 1999, enquanto pregava um retiro sacerdotal em Córdoba, na Argentina.
Ainda hoje o Senhor prossegue sua obra de cura e de salvação no mundo inteiro, e a proclamação de sua Palavra é acompanhada de sinais e de prodígios. Tal é o testemunho do autor que, respondendo ao apelo de João Paulo II, não hesita em afirmar: “Não precisamos de um novo Evangelho, mas de uma nova evangelização. Aproximamo-nos do ano 2000. É a hora de evangelizar, e de evangelizar unidos.”
Mbandaka, Zaire: uma menina de oito anos, cega de nascença, recupera a vista e descobre sua mãe pela primeira vez: «Oh, mamãe, como és bela!»... Cordes, França: uma mulher paralisada havia sete anos por uma ciática hiperálgica levanta-se de sua maca. Em ação de graças, faz uma peregrinação de 287,5 km de bicicleta... Querétaro, México: uma mulher de trinta e oito anos, privada de todo o órgão auditivo no ouvido esquerdo após duas trepanações, sente um grande calor e passa a ouvir perfeitamente...
Ao redor do mundo sem malas, Padre Émilien Tardif
O Renovamento carismático
O Renovamento carismático católico reúne hoje sessenta milhões de pessoas em todo o mundo. Sessenta milhões de pessoas cuja fé cristã foi renovada e transformada. Apesar das crises do momento, é uma nova primavera que a Igreja conhece.
Sim, afirma o Padre Tardif, Jesus está vivo! E continua ainda hoje a nos dar sinais e a realizar curas. Porque a fé não é uma simples moral superficial, uma moldura dourada em torno de um vazio espiritual. Ela deve abrasar o ser inteiro na alegria e no fogo do Amor de Deus.
O Padre Émilien Tardif, tal como o pequeno jumentinho que carregava Jesus em Jerusalém, prega o Evangelho nos cinco continentes. À sua maneira, atualiza esta palavra do Cristo «Vós recebereis uma força, a do Espírito Santo que descerá sobre vós. Então sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judeia e na Samaria, e até os confins da terra.» (At 1, 8-9.) Essa força do Espírito Santo se traduz, no Padre Tardif, por um notável carisma de oração pelos doentes. Esta obra conta como, em toda parte onde prega, multidões se reúnem para orar e louvar o Senhor.
E Jesus age e, às vezes, cura. O amor que é mais forte que a morte: estas páginas são o testemunho disso. O Padre Émilien Tardif, m.s.c., canadense, é missionário na República Dominicana, onde é responsável por um centro de formação para a evangelização. O exercício de seu ministério de pregação o leva a percorrer cada ano numerosos países em todo o mundo. Seu primeiro livro, Jesus fez de mim sua testemunha (mais de um milhão de exemplares), foi traduzido em dezoito línguas.
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